Eu fui: Hopi Hari

Faz mais ou menos um ano e meio que eu descobri que o Hopi Hari tinha um programa feito especialmente paras as pessoas com algum tipo de deficiência, o Programa Código Azul. Claro que fiquei completamente maluca para ir testar (fazia mais ou menos uns 11/12 que não ia lá). Então imaginem qual foi minha alegria quando ganhei um par de ingressos no trabalho! Arrumei minhas coisas, intimei o namorado, e no último domingo (dia 30) fui ver como era de verdade.

Criado em 2001, o Programa Código Azul é uma iniciativa do parque para um melhor atendimento da pessoa deficiente 02(também recomendado para idosos, gestantes e pessoas recém fraturadas), onde os funcionários são treinados para elaborar um mapa personalizado com base nas suas restrições (uso de medicação, movimento e coordenação, se há acompanhante ou não), estabelecendo assim os brinquedos que podemos ou não podemos ir.

Este mapa deve se apresentado em todas as atrações que eu queria brincar (respeitando as restrições de acesso já estabelecidas no próprio mapa), e o programa também possibilita a prioridade de acesso aos brinquedos (do deficiente e do acompanhante) respeitando a regra de que só posso voltar no mesmo brinquedo dali uma hora. E convenhamos, não pegar fila no Hopi Hari é uma vantagem enorme10846614_10205513388136838_972488185_n

Reservei na semana o Hopi Bus (eles pedem no mínimo 24h de antecedência) porque não compensaria irmos de carro, pagando gasolina e estacionamento do parque. Há várias opções de saída dos ônibus, inclusive perto de estações do metrô, e cada ponto tem um horário de saída e retorno específicos.  A minha surpresa na hora do embarque foi descobrir que também não pagaria a passagem (que custa 40 reais, a ida e volta), só precisei assinar uma ficha.

Embarcamos, e depois de mais ou menos uma hora chegamos por volta das 10h. O acesso do estacionamento à entrada do parque é tranquila, há rampas e os funcionários foram super solícitos ao tirar as grades de proteção para eu passar. O parque só abriu às 11h, enquanto isso esperamos na fila preferencial (e na sombra!).

Entramos primeiro, fomos direto no balcão do Código Azul, onde fiz meu cadastro e do meu acompanhante. Fiquei muito revoltada porque vi que não podia brincar nos seguintes brinquedos: La Mina Del Joe SacramentoWest River Hotel, Rio Bravo, Evolution, Spleshi, Tirolesa (SIM, eu QUERIA ir na tirolesa) – isso deu quase todos os brinquedos da parte Wild West do parte – Montezum, Ekatomb, Katapul, Tokaia e Hadikali. Sim, a lista é grande. Sim, eu xinguei muito. Mas, toda via, entretanto, depois de conversar com uma funcionária eu entendi que o acesso nesses brinquedos ou é feito por escadas ou é muito difícil. Claro que eu queria ir na Montezum, por exemplo, mas só de olhar para os 15 lances de escadas que tem para chegar no brinquedo em si, entendi que não dava.

Mas isso não significa que eu não ache que eles podiam colocar um elevador nos brinquedos, né? Com a estrutura que o parque tem, não custaria. Eu sei que tem brinquedos que nem adiantaria, como no caso do Rio Bravo em que a plataforma de embarque fica girando, sendo impossível parar a cadeira de rodas do lado do bote para embarcar, mas eu vou carregar pra sempre dentro do meu coraçãozinho o sonho de ir na Montezum.

No fim, me sobrou pra ir a Vurang (montanha russa no escuro, fui quatro vezes), o Vulaviking (barco viking, fui duas vezes, odeio barco viking, odeio, tô tremendo até agora), o Bat-Hatari (montanha russa menor do Batman, mas não se enganem pelo tamanho, achando que é pra criança: ela é rápida. Muito rápida. Fui três vezes nela), no Dismonti (carrinho de bate-bate, o João acelerou pra mim enquanto eu dirigia e na segunda vez ele dirigiu e eu fui de passageira, quase voando do carrinho a cada batida, claro), e fomos uma vez no Simulákron, cinema com aquelas cadeiras que tremem e balançam de um lado e pro outro. O acesso aos brinquedos é sempre feito pela saída.

Para entrar e sair dos brinquedos quem me carregou foi o João, mas quando dei alforria pra ele ir na Montezum, desci até a Vurang pra dar uma volta, e os funcionários mesmo me colocaram no carrinho e depois tiraram, com o maior cuidado. Alias o ponto forte pra mim foi o atendimento dos funcionários mesmo, que sempre ajudavam com informações, trazendo e tirando a cadeira de rodas pra gente. No Dismonti eles chegaram até a ligar o brinquedo, pedindo pra ninguém mexer os carrinhos ainda, só pra manobrar um carrinho até onde eu estava (nunca tinha tido manobrista de carrinho de bate-bate, adorei).

04O parque conta com vários restaurantes, distribuídos por cada zona, e você pode comer cachorro quente e pizza na parte infantil (Infantasia), refeições como bifes com fritas ou costelinhas no Wild West, ou hambúrgueres e massas no Aribabiba. Isso fora os vários carrinhos de sorvete, refrigerante, pipoca, algodão doce, churros e maçã do amor espalhados pelo parque. Os banheiros também eram bem distribuídos, geralmente perto da parte de comida, e tinha barras em boas alturas.

Ainda fizemos cartinhas pro Papai Noel enquanto esperávamos o horário da oficina de chocolate começar, e depois ficamos brincando a tarde toda. No final da noite assistimos o show de natal, muito bonitinho por sinal, patrocinado pela Coca Cola (teve direito ao urso polar e tudo mais), demos mais duas voltas nas montanhas russas e esperamos o show de fogos, antes do parque fechar.

O ônibus saiu no horário previsto, e 23h já estávamos em casa, chorando por um banho quente e uma cama fofinha.

Pretendo voltar outras vezes, mas daqui um tempo. Ainda estou cansada demais. Passeio mais do que recomendado.

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Hopi Hari me dá replay!
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