Eu fui: Circuito Banco do Brasil 2014

No último sábado (01 de novembro) foi a vez da capital paulista receber a segunda edição do Circuito Banco do Brasil. Além de contar de um line up nacional com shows das bandas Pitty e Skank, o line up internacional do evento contou com shows do MGMT, Paramore e Kings Of Leon.

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O “como chegar” ao Campo de Marte foi bem sossegado. Pra quem foi de metrô, como eu, as opções eram ou descer na estação Carandiru, ou na estação Santana. Arrastei o namorado pra ir comigo e escolhemos descer na Santana (pra almoçar antes, claro) e até o local foram uns 10 minutos de caminhada.

Ao chegar, vimos que a fila estava enorme. Perguntamos para um staff onde ficava a entrada do PNE (Pessoa com Necessidades Especiais) e nos foi orientado a seguir caminhando porque ainda estava um pouco longe. Fomos felizes e contentes, cortando por fora da fila e da grade de proteção, porque além da calçada estar apinhada de gente impossibilitando um deslocamento minimamente descente, a calçada estava abarrotada de lixo (primeira falta da organização, a falta de lixeiras pelo caminho) e cheia de buracos (afinal, ainda estamos falando de SP).

Aqui temos o primeiro grande problema do dia. Toda essa caminhada foi para chegar na entrada principal do Campo de Marte e um senhor da organização mal olhar na minha cara e dizer que eu tinha que voltar, porque eles não conseguiam abrir de jeito nenhum a grade de proteção. Nem explicando que a grade era de encaixe, que eu sabia sim, e que era só abrir um pouquinho. Tive que caminhar de volta sim.

Agora me expliquem como a entrada principal não tinha entrada separada pra PNE? No Lollapalooza nós pudemos passar a barreira com o carro e desembarcar em uma entrada que era reservada para nós. Quem é PNE muitas vezes vai a esse tipo de evento de carro (tipo ‘papai leva’, ‘alguém me deu carona’ ou ‘vim dirigindo, ué’) e é meio lógico desembarcar na entrada principal. Agora diga pra esse mesmo PNE com alguma dificuldade de locomoção que ele vai ter que se acotovelar com todo mundo, pular os buracos, o lixo, até chegar na mesma entrada que ele já foi?

Tudo isso pra voltarmos um pedaço, pararmos na entrada onde era feita a credencial de imprensa, onde um outro staff da organização sem nem pedirmos, prontamente ofereceu e abriu um pedaço da grade para nós passarmos? Era tão difícil organizar direito?

Passado o drama do como entrar, o resto da entrada foi bem tranquilo. Unica coisa chatinha também aqui foi minha garrafa de refrigerante ficar retida na revista da bolsa, mesmo o site do evento dizendo que nós podíamos levar. Tudo isso pra fazer a gente gastar dinheiro lá dentro, claro. Após a revista e validar os ingressos nas catracas, estávamos livres pra curtir todo o espaço do evento.

Ganhamos nossas pulseiras para podermos comprar bebidas alcoólicas e também pegamos um banquinho de papelão que estava sendo distribuído. Era uma caixa, que você montava e dobrava. Foi muito útil no sol, pra fazer uma sombrinha, e depois pra ficar sentado numa boa, assistindo aos shows. Pena que não aguentou a chuva e virou massinha. #chateada

Logo ao entrar um bombeiro veio oferecer orientações sobre o espaço, avisando que vários deles estariam por todo o Campo, se eu precisasse de alguma ajuda no deslocamento, e orientou onde ficava o lugar de PNE e sugeriu muito enfaticamente que fossemos pra lá logo, pois o lugar iria lotar. Eu que não sou boba de não seguir orientação de bombeiro, fui logo pra lá.

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Esse era o lugar separado para nós. Do lado da torre de transmissão e entre a pista premium e a pista, era como se estivéssemos na parte de traz da premium. A altura da estrutura era perfeita, enxergamos o palco mesmo com toda a pista premium na nossa frente, e ela aguentou firme, sem balançar nem um pouquinho, 30 pessoas em cima dela, mesmo pulando.

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Banheiro adaptado, outra questão: na nossa área reservada haviam dois. Um do lado da área de PNE, outro atrás. Quem dera tivesse só atrás, já que com o calor o cheiro químico ficou no ar. O mesmo calor tornou quase insuportável usar ele de tarde (passei mal de verdade lá dentro), e de noite estava impossível de usar por conta do próprio uso. Banheiro químico é banheiro químico né.
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Minha vista para o palco

Todos os espaços de alimentação eram um pouco longe, e quando a pista lotou ficou impossível sair de lá. Para nossa sorte foi  permitido entrar com comida e haviam ambulantes passando na nossa frente, vendendo refrigerante, água e cerveja.

O primeiro show do dia foi o da banda Helga, ganhador do concurso organizado pelo próprio Circuito, o Voz Para Todos. Mesmo com um repertório próprio e desconhecido, foi um bom começo de shows.

O segundo show foi o da Pitty, que mesclou sucessos dos três primeiros álbuns com o novo (o SETEVIDAS). Como sempre, empolgou o público, enquanto nós bradávamos em coro o já tradicional “Pitty, gostosa!“. O terceiro show foi o do Skank, que tocou os sucessos novos e antigos da banda, e fizeram todos nós dançarmos na chuva.

Sim, chuva. Uma chuva que obrigou a nós todos colocarmos as capas de chuva que foram distribuídas pela organização. Nosso lugarzinho de PNE não tinha cobertura, o que fez que nós queimássemos no sol forte, até que o céu foi todo coberto de nuvens, e então ficamos ensopados debaixo de uma chuva que durou mais ou menos duas horas (começou no comecinho do show do Skank e só parou no final do show do MGMT). Um toldo não tinha feito mal pra ninguém ali. Era só colocar um pedaço de lona estendido e certeza que não íamos reclamar.

Momento Preferia Estar Vendo o Filme do Pelé: show do MGMT. Me desculpe quem goste, mas com aquela chuva comendo solta e as queimaduras de sol ardendo, o som indietrônico e com efeitos psicodélicos deles não me empolgou. Dormi e só acordei por que a bombeira que estava cuidando de nós PNE’s veio preocupada verificar se eu estava passando mal. Era só sono, dona bombeira (mas obrigada pela preocupação! ❤).

Momento REVOLTA: no intervalo entre o show do MGMT e do Paramore, do nada entraram vários fotógrafos na área entre a pista premium e nosso cercadinho PNE, e eles ficaram em pé na grade pra tirar fotos do palco, tapando totalmente nossa visão. Depois de muitos gritos da nossa parte explicando não tão delicadamente que não podíamos levantar pra ver o show e pedidos caridosos para que eles tirassem as bundas da nossa frente, a organização informou que eles não poderiam ficar ali e pediu que eles se retirassem. Cara feia deles, palmas e gritos de viva por nossa parte.

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Momento da invasão

Abrindo os grandes shows da noite, o Paramore (por quem o público já estava gritando antes mesmo do fim do show do MGMT) empolgou o público em sua apresentação que durou cerca de uma hora. Tocaram todos os clássicos da banda, com direito a todas as dancinhas de cada música. O público presente foi a loucura com o show, esquecendo o frio, as capas de chuva molhada e toda a lama.

Parenteses aqui pra comentar da fã que foi chamada pro palco pra cantar com a Hayley o primeiro grande sucesso da banda, Misery Business. Ah se nosso cercadinho não fosse longe do palco e a gente pudesse subir lá também!

O Kings Of Leon veio como atração principal, encerrando a noite. Foi a terceira passagem da banda pelo Brasil e foi tudo tão impecável que não tenho nem o que ficar falando muito aqui. Desde o efeitos nos telões, até o setlist que contou com os clássicos dos álbuns anteriores, até os sucessos do novo álbum (lançado ano passado o Mechanical Bull). Ainda rolou uma despedida falsa, com direito a volta ao palco para mais três sucessos, e então ali encerrar a noite.

Os shows acabaram por volta das 00h20. Pra quem dependia de metrô e sabia que esse só funcionava até às 01:00, ficar e esperar todas as pessoas saírem primeiro para depois irmos, evitando a multidão, não foi opção. Saímos junto com todos e enfrentamos o segundo grande problema do dia. A organização não retirou as grades de proteção da calçada, facilitando o acesso do público pra rua. Ao chegarmos na grade, eramos (empurrados) obrigados a seguirmos ou pela direita ou pela esquerda, na calçada. Impossível de fazer com todo o empurra empurra que estava rolando. Nossa sorte foi uma brecha aberta na grade, que nos possibilitou passagem pra rua.

Nessa de conseguir sair e correr até o metrô, conseguimos pegar o último trem pra casa, às 00:55. Mais cinco minutos e por conta de toda a confusão eu não teria como voltar pra casa.

O único grande ponto positivo que tenho pra falar aqui pra vocês foi o fato de o local escolhido pro evento ser totalmente reto. Bem diferente do horror de deslocamento que foi o Lollapalooza, cheio de declives.

Achei sim que a organização errou feio errou rude nessas questões de organização. Um pouco mais de planejamento e tudo teria sido perfeito. Fica as sugestões para a próxima edição. Quem sabe eu não vou também pra fiscalizar tudo de novo?

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