Linha azul, uma cadeira e dois tombos.

Histórias de metro, porque é lá que tudo é mais divertido.

Ontem, estava no metro. Lotado, logicamente lotado, porque estes dias não teve uma vez que consegui chegar tranquilamente. Do Jabaquara à Liberdade fico achando que a qualquer momento alguém vai pedir licença e sentar no meu colo. Ou simplesmente cair no meu colo. Enfim, passado o suplício de chegar até meu destino inteira, eis mais um problema: sair do vagão. Porque nos trens novos, o degrau entre o vagão e a plataforma é alto, ou nos trens antigos simplesmente há um vão entre o vagão e a plataforma. Sou cagona medrosa e não saio sozinha.

Mas isso não me livra dos tombos. Não, claro que não, estamos falando de mim. Ontem, superado todos os obstáculos com ajuda de outrem, na hora crucial de desembarcar, falo pro moço que estava a minha frente “levanta um pouquinho a parte da frente pra não travar”. Eu não sei o que o moço achou. Eu sei que ele levantou demais e eu cai entre o vagão e a plataforma. De costas.

Sob minha perspectiva, foi exatamente assim que aconteceu!

A sorte que o funcionário do metro, treinado (amem!) estava na porta também e teve a presença de espirito de segurar a cadeira antes que ela batesse no chão. Foi divertido, foi legal, mas não quero repetir mais, tá? Tá bom? Fecha a porta.

Mas não foi a primeira vez que cai no metro. Peço aqui encarecidamente para que vocês imaginem esta cena em suas cabeças enquanto narro o caso. Eu a Bi, indo para a Paulista de metro. Trem novo, primeiro vagão com lugar para cadeira de rodas parar. Bi sentada no banco preferencial, eu com a cadeira virada de frente pra ela. Em determinado momento percebemos que se eu soltasse da barra e a Bi me empurrasse, eu ia para trás e o movimento do trem me trazia pra frente de novo. Legal. Brincamos tranquilamente até que em determinado momento a ogra Bi chutou com muita força minha cadeira. Ta-dãm. A cadeira deu um  duplo twist carpado e nunca descobri se o mais engraçado foi meu tombo ou foi a cara do povo olhando pra Bi com aquela expressão de “mano, você matou a menina!”.

Suspeito que não serão meus únicos tombos no metro. Afinal, temos eu subindo e descendo escadas rolantes. Escondam suas câmeras!

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3 opiniões sobre “Linha azul, uma cadeira e dois tombos.”

  1. como (ex)funcionário de Santa Cruz (uma estação de metrô com uma caralhada de hospitais ao redor mais a AACD), já tenho minha cota de histórias com cadeirantes pra narrar também…

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