A volta dos que não foram.

Não, eu não morri. Tão pouco abandonei esse blog. Mas minha vida sobre rodas está corrida, bem corrida.
A primeira grande mudança é que eu arrumei um emprego. Sim, eu arrumei um emprego. Todo dia, se você pegar metro na linha azul sentido Tucuruvi, às seis e meia da manhã mais ou menos, você vai me ver (por favor, se você for um serial killer, não me mate, e me deixe te estudar). O local que me empregou? O mesmo local que me proporciona um outro tipo de conhecimento – O Complexo Educacional Damásio de Jesus. Das 7h30 às 16h50 eu sou uma damasete, trabalhando pra lá e pra cá. Das 16h50 às 22h30 eu sou uma aluna do primeiro semestre da Faculdade de Direito Damásio de Jesus.
Benefícios: eu não preciso me locomover do trabalho até a faculdade. Na verdade, eu só preciso sair da sala 104 para a 120. E todo deficiente sabe que uma fácil locomoção é rara, e que no quatro de julho devemos dar graças a ela e eu estou no país errado.
Lado ruim: acordo às 5h e vou dormir a 1h. Só no Damásio são 15h por dia. Não tenho tempo pra atualizar blog, Facebook, Twitter, Morse e manter relações saudáveis com meus amigos. Mas é só pensar pelo lado que são SÓ CINCO ANOS agora quatro e meio.
Mas só de ter um emprego, conseguir chegar no meu trabalho e na minha faculdade sozinha e sem maiores problemas, é lindo. A sensação de liberdade, o poder ser útil, para os outros e para mim, é impagável. Mas eu só consigo isso porque o horário que saio de casa, o metro ainda está relativamente vazio. Às ruas da Liberdade são adaptadas. Às pessoas. surpreendentemente são solicitas. Mas essa não é a realidade de todos. É a minha. E eu sei a sorte que tenho.
Outra coisa! Lembram do meu discurso sobre não descer na escada rolante? Esqueçam, dá. E é tão fácil quanto subir. Já até ando fazendo isso sozinha (mãe, essa é a parte que você ignora).
Bom, essas são às novidades que consegui lembrar até aqui. Agora que já estou na segunda semana do emprego e já estou pegando o jeito, vou tentar manter aqui mais atualizado.
Obrigada por não não me abandonarem. E não desistam daqui.
Eu e o Cristiano, com sua camiseta genial. 

Ps: A Patricia me derrubou no carro da Nani, mas isso não contou como tombo porque como eu disse, ela não montou a cadeira direito e eu cai, ela me derrubou. Mas, hoje eu cai. Esqueci de travar a cadeira (estava uma hora atrasada) e sentei no chão. Quem diria que meu primeiro tombo seria só em maio?! Foram sete meses de invulnerabilidade.   :D

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3 opiniões sobre “A volta dos que não foram.”

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