Mexidão de informações inúteis (ou não) que aconteceram comigo.

Estou aqui, finalmente pra atualizar o blog, porque não, ele não foi abandonado e eu nem pretendo abandoná-lo. Mas o tempo ficou curto, e quando eu tinha tempo, eu não tinha inspiração/assunto. Então, lá vai:

1) Aprendi a subir numa escada rolante.
Infelizmente, não estava munida de nada que pudesse filmar e/ou tirar fotos, mas foi basicamente assim: estávamos eu e meu pai usando o meio de transporte mais adaptado da cidade, o metro.  Eis que ele simplesmente me embica na escada rolante e fala “Aproveita pra aprender a subir sozinha, que eu tô aqui. Se você cair, eu te pego do chão.”  Mas vocês de casa devem prestar atenção em:
1- Só aprenda isso se você estiver com um adulto responsável e forte pra te tirar do chão em caso de queda;
2- Se tiver força nos membros superiores;
3- Um minimo de equilíbrio de tronco;
4- Uma tesoura sem ponta
Funciona assim:
1- Mantenha a cadeira de rodas reta no começo da escada rolante;
2- Segure com as duas mãos nas borrachas pretas de apoio (corrimão);
3- Essa é a parte mais complicada, você vai precisar prestar atenção em quando o degrau está vindo, mirar a rodinha da frente em um degrau, e encaixar a roda de trás no outro degrau. É nessa hora em que muitos (eu) não conseguem encaixar e caem. Então cuidado.
Isso foi MUITO útil, porque me separei do meu pai na Sé, ele continuou sentido Jabaquara, e eu fui pra faculdade, que ficava na Liberdade. Ao chegar e descer do vagão, descobri que o elevador que leva da plataforma ao piso 2 estava quebrado, logo, sozinha, pela primeira vez em voo solo subi e NÃO CAI (tudo bem que pra chegar no piso 1 eu resolvi não arriscar a sorte e fui de elevador, que estava funcionando, e se matar, mata rápido, e não quebra a gente inteira)
ATENÇÃO: Não sei se vocês perceberam, mas eu citei o processo todo para subir. Em caso de decida, você deve fazer tudo isso de costas, e como eu tenho amor pela minha vida muitas vezes quase perdida, prefiro chamar um dos agentes do metro, que sempre ajudam e são treinados pra isso. Porque se não, vai acontecer igual à esse vídeo aqui:

2) Uma pequena diferença:
O que me separa de ser a versão feminina de Jerome Eugene Morrow (personagem alcoólatra do Jude Law no filme Gattaca) não é a incrível beleza força nos braços pra subir uma escada em caracol em quinze minutos, mas sim um porta copos na cadeira de rodas!

(Mãe, se a senhora leu isso, é mentira ok?)

3) Observem esta foto:


Esse é o chuveiro aqui de casa. Hoje fizeram a instalação do sistema de gás, então trocaram o chuveiro e isso veio com um novo registro. Eis que eu descubro que o novo registro é tão alto, que nem na cadeira de rodas (que é mais alta que minha cadeira de banho) eu não alcanço o novo registro. Minha mãe disse que vai ligar amanhã na companhia e perguntar se aleijados não tem o direito de tomar banho também.

4) Vontade de surfar a pororoca.
(Calma, é só ler aqui que vocês vão entender, eu ainda não endoidei!)

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2 opiniões sobre “Mexidão de informações inúteis (ou não) que aconteceram comigo.”

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