Rotina (20/03/11) – Banho: a hora mais feliz do dia!

Seja você um cadeirante, andante, muletante (ou n.d.a.), acho que todos nos sentimos bem ao tomar um banho bem relaxante. É nessa hora que nós viramos cantores, dançarinos e crianças. Quando eu sofri o acidente, eu perdi toda a minha independência, e isso incluiu o meu banho tranquilo.

Todo o período que eu passei no hospital, e um pouco depois de ter voltado pra casa, eu tomei banho de leito (ou banho de gato, banho de lencinho…) e até hoje eu tenho repulsa sobre esse tipo de banho, deve ser algum trauma latente. Só sei que me dá uma impressão horrível de que não estou limpa…

Até que chegou o dia do primeiro banho no chuveiro, usando a cadeira de banho. Alegria enorme, finalmente poder entrar de baixo do chuveiro e sentir toda aquela água caindo em mim, poder lavar o meu cabelo e me lavar. Só que nos primeiros banhos era aquela coisa: a mãe do lado grudada morrendo de medo de eu ir parar no chão, e me ajudando a lavar as costas e as pernas.

O tempo passou, reaprendi a tomar meu banho (sozinha, u-hu!), só que durante 4 anos eu dependi da minha mãe pra me levar até o chuveiro, porque a cadeira de banho que eu tinha era daquelas que só tem rodinhas, impossível de tentar se levar, a menos que você não tenha medo do chão. E isso – essa dependência toda da minha mãe, começou a me irritar profundamente… Até que minha cadeira velha de guerra enferrujou de vez, e eu precisei de uma nova.

Ai minha vida m-u-d-o-u! Conseguimos uma cadeira de banho tipo a que eu usava na piscina da AACD, com rodas grandes atrás (e assim eu posso ir com ela pra onde eu quiser, sozinha). Só a experiência de poder tomar banho sem precisar chamar minha mãe, e assim sendo poder tomar meu banho hora que eu quiser sem ouvir um “espera cinco minutinhos que eu tô ocupada agora!” é uma vitória.

E convenhamos leitores, não faz sentido termos problemas justo na hora do banho. Essa é uma hora de relaxamento! E acho que principalmente pra qualquer lesado medular, sentir a água caindo no corpo e relaxando os nossos músculos já tensos por (lesão) natureza, é algo que eu não abro mão.

Por um banho livre de neuras e problemas para todos!

PS: na verdade, eu acho que a hora mais feliz do dia é a hora do lanche da tarde…

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